A mente, o corpo e a máscara



A Pele Que Habito


        La Piel Que Habito, é um tipo de cinematografia que intriga, pela grandeza de símbolos e sobretudo do seu enredo, que possui uma duração de aproximadamente 2 horas. Se alguém pedisse para descrever que gênero seria este filme, diria: "Freud". A maestria e a genialidade de Pedro Almodóvar são colocados em prova, pois em momentos decisivos do filme é e foi necessário uma pausa para um questionamento: "será isso mesmo?". Em momentos no qual esboçava-se um possível erro, no entanto, a cada cena era notável o seu acerto.

        Este filme, é uma daquelas aulas sobre a psique humana tanto em forma de roteiro, quanto na forma visual. Enquanto tudo está ameaçado a fazer algum sentido, o diretor surpreende os telespectadores de modo inesperado, bagunçando a mente e o raciocínio de quem assiste ao filme. Os atores participantes trouxeram uma beleza à mais, Antônio Bandeiras trouxe a angústia existencialista da personagem, e Elena Anaya tem em seu olhar a encarnação da tragédia, que começa realmente com o ator Jan Cornet e a persona de Vicente.

        O fato de não ter sido um filme linear, quebra aquilo que é tido como um modelo padrão, apesar de que hoje em dia há uma maior frequência de tramas cinematográficas não lineares. Contudo, as misturas de emoções não afetaram em nada a entrega, ou seja, o resultado final. Uma importante observação é a respeito de uma das lições que traz o filme, um corpo mudado, modifica também a mente.

NOTA: 5 / 5



Lançamento: 6 de Outubro de 2011 (Brasil).

Diretor: Pedro Almodóvar.

Indicações: Prêmio Goya de Melhor Atriz, etc.

Adaptação de: Tarântula.

Prêmios: Prêmio Goya de Melhor Ator Revelação, etc.

Baseado em: Mygale (Tarântula), de Thierry Jonquet.





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